segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Teatro dos vampiros ♫



Sempre precisei de um pouco de atenção. Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto. Nesses dias tão estranhos fica a poeira se escondendo pelos cantos. Esse é o nosso mundo, o que é demais nunca é o bastante e a primeira vez é sempre a última chance. Ninguém vê onde chegamos. Os assassinos estão livres, nós não estamos. Vamos sair, nós não temos mais dinheiro, os meus amigos todos estão procurando emprego, voltamos a viver como há dez anos atrás e a cada hora que passa envelhecemos dez semanas. Vamos lá tudo bem, eu só quero me divertir, esquecer dessa noite, ter um lugar legal pra ir. Já entregamos o alvo e a artilharia, Comparamos nossas vidas e mesmo assim não tenho pena de ninguém.

Teatro dos vampiros - Legião Urbana





Quase sem querer ♫



Tenho andado distraído, impaciente e indeciso e ainda estou confuso. Só que agora é diferente: Estou tão tranquilo e tão contente. Quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria era provar pra todo o mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém. Me fiz em mil pedaços pra você juntar. E queria sempre achar explicação pro que eu sentia. Como um anjo caído fiz questão de esquecer que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira. Mas não sou mais tão criança a ponto de saber tudo. Já não me preocupo se eu não sei porque às vezes o que eu vejo quase ninguém vê. E eu sei que você sabe quase sem querer que eu vejo o mesmo que você.


Quase sem querer - Legião Urbana


 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Tão fria



Enquanto a maioria espera quase um ano pelo verão, eu curto o inverno, gosto da chuva, mas queria sentir a neve. Há muitos que morreriam por um calor humano, um alguém pra dizer te amo, eu digo isso tantas vezes pra mim mesma, que esqueço de dizer aos que tenho o mesmo sentimento, na verdade eu acho essas palavras tão insignificantes, já às ouvi tantas vezes, uma delas talvez tenha sido verdadeiras, pena que não me deram provas o bastante, pra que pudesse sentir o tão "real". Coração? Será que eu tenho? Há vezes em que eu o sinto bater forte, eu posso até contar nos dedos os motivos desse fenômeno. Eu me sinto tão fria as vezes, mas há sempre um alguém pra me esquentar. 

Não valerá



Por que eu sempre quero mais do que tenho e posso ter? Há pessoas, coisas, momentos tão simples, que a cada segundo se tornam especiais, enquanto rostos conhecidos tentam explicar o que eu falo, o que eu faço sem saber o que eu penso. É tão difícil alguém entender que não importa aonde e como eu sempre estarei ao lado de quem faz eu me sentir bem, sem motivo algum, além de estarmos juntos. Um tão pouco que vale mais que qualquer matéria. Que mais pra frente me fará querer voltar atrás de tanto arrependimento ou de tanta saudade. E essa displicência ao pensar no que vem pela frente.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Só por não ter


Incrível um simples nome ter o poder de me deixar sem ar, o jeito que ele invadi meu quarto e faz com que a luxúria corra em minhas veias, transformando aquelas quatro paredes no ultimo lugar em que queria estar. Odeio o modo como ele faz o meu corpo ficar em chamas sem se quer um toque. Não há corpo nenhum além do meu, mas uma força oculta me parte ao meio, provocando uma explosão em minha mente, sobrando apenas fumaça e meu corpo exausto. Ao me deitar, encontro um desejo passado, um brinquedo que não uso mais, lembro me da guerra que executei para ter algo que hoje não tem valor algum, que agora é apenas um objeto que me faz questionar se o que eu tanto desejo no presente, não é apenas um capricho idiota. Mais um que inventei de querer ter só por não ter e nada mais...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Os heróis tornaram-se figurantes


Cercada de questões mudas e olhares críticos, que me cega e me faz pensar que devo respostas aos meus ex-heróis, que tentam me salvar, sem se perguntar o que eu quero, o que realmente eu preciso. Eu não quero ganhar o mundo, eu só quero brincar em paz. No espelho eu procuro aquela criança, que tinha respostas felizes e inocentes, para todas aquelas amáveis faces maquiadas, mas agora eu posso ver os olhos desiludidos com sorrisos falsos e amargos, debaixo de toda aquela tinta. Essa criança ainda respira, sua inocência esta morta, o mundo a enterrou, no momento em que a chuva acabou com o teatro. Não há mais heróis nem mocinha. Eu me tornei um “anjo cético", só acredito no conhecido, a vezes que duvido, mas ainda sinto o desconhecido. Eu escrevo a minha história agora, e nela eu sou o herói, a mocinha, o vilão e o coadjuvante. Não luto para ser amável, mas não me tornarei desprezível. E não são os figurantes que decidem o fim da minha história.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Que vire cinzas


Decidi cortar os pulsos do meu eu repelido, nada de sonhar sem realizar, nada de defesas apenas ataques. Não peço que me entenda, apenas me aceite, se eu grito é por que já me calei outras vezes, se eu te machuco é por que estou ferida, se te faço chorar é por que acabei de secar a minha ultima lágrima. Nada de sorrir pra não chorar, joguei todas as minhas máscaras no lixo, minha maquiagem não se borrara mais. Feito um anjo esculpido na mais dura e fria rocha, devolverei com mais impacto qualquer tipo de força executada contra mim. Não há mais o que salvar, agora é deixar queimar, que vire cinzas as fotografias e cd's antigos, o passado já esta escrito e gravado, agora eu posso até canta-lo com sorriso no rosto, mas sem nostalgia alguma. Há linhas tortas em meu caderno, mas ainda estou escrevendo, talvez elas se encontrem e façam algum sentido no futuro, se é que há futuro.